Carga mental: o que fazer para amenizá-la?
- Camila Gomes
- May 25, 2021
- 2 min read

A primeira coisa a se fazer é trazer à consciência e ouvir os sinais de seu corpo. Irritabilidade, choro repentino, fadiga crônica, tempo de descanso não recuperativo (fins de semana e feriados), problemas de sono, dor muscular frequente, cancelamento de consultas médicas ou de momentos de prazer para encerrar emergências, isolamento, estresse crônico, etc... Todos esses sintomas te mostram que é o momento de reavaliar suas rotinas e buscar um maior equilíbrio.
Autocompaixão: Seja mais gentil com você mesma e valorize suas conquistas diárias no enfrentamento das dificuldades que se impõem. Esteja atenta para vivenciar o momento presente em sua plenitude. Temos muitas vezes a tendência a começar muitas tarefas e não terminar nenhuma delas, o que causa um enorme sentimento de frustração. Busque concentrar-se em uma tarefa por vez e a fará com mais qualidade, atenção e prazer. Sim, eu sei, não é tão simples quanto parece. Mas vale a pena a reflexão e o exercício.
Reconheça que estamos diante do inédito, procurando fazer aquilo que é possível e não buscando um ideal muitas vezes inalcançável. Neste sentido, vale a pena estar atenta ao consumo de informações na internet e o quanto isso te gera mais ansiedade e frustração. É injusto quando nos comparamos com uma parte da vida das pessoas: tomamos o melhor momento de cada pessoa (aquele que ela escolheu postar em sua rede social) e visualizamos nosso ideal como uma verdadeira colcha de retalhos! Isso gera uma série de pensamentos do tipo “eu deveria…” e que acabam trazendo mais ansiedade.
Além da qualidade do que consome na internet, vale a pena observar a quantidade de tempo despendido no celular. Desative as notificações (mensagens, redes sociais) ou defina um horário para consultá-las. Isso pode ser uma alternativa para facilitar que esteja mais atenta ao momento presente, além de não te remeter à mais cobranças.
Vale a pena analisar sua lista infinita de tarefas. O que desta lista são necessidades suas e o que é do outro? Neste sentido é importante exercitar sua habilidade de dizer “não”, que muitas vezes é tão difícil.
Comunique-se de forma assertiva com os envolvidos (em casa ou no trabalho), reconhecendo a sobrecarga sentida e delegando. Após delegar, aceite o fato de que a forma como o outro fará não será igual a que você faria.
Se funcionar para você, experimente ter uma lista com os objetivos a serem atingidos no dia. Ainda que sejam tarefas pequenas, ou que você as considere sem importância, visualizá-las e completá-las ao fim do dia fortalecerá seu senso de controle e domínio. Quando se tratar de tarefas maiores, como projetos ou grandes mudanças, experimente quebrá-las em tarefas menores. Assim você terá a sensação de estar avançando diariamente.
Por fim, mas não menos importante, pense em incluir você na agenda! Para além de todos os papéis que desempenhamos cotidianamente (mãe, profissional, filha, irmã, amiga, esposa….) tente olhar para você mesma e pense: o que eu gosto de fazer? O que me dá prazer? Priorize o autocuidado com algo leve e que te dê verdadeiramente prazer ou relaxamento.



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